Nada superará os 5 a 2

julho 17, 2009

Semana de GreNal. Não um clássico comum (heresia suprema chamar qualquer GreNal de comum) é o centenário da maior rivalidade do futebol brasileiro. É tempo dos programas esportivos na tv fazerem aquelas retrospectivas em preto e branco, ouvir os craques enrugados pela pinga, apelar para a numerologia que pouco ou nada diz. Nesse momento cada pessoa tem uma lembrança de um clássico em especial, comigo não é diferente.

 

Então essa manhã, enquanto refletia olhando para os azulejos brancos com algumas florzinhas, comecei a lembrar dos clássicos que vivenciei. São 22 anos, quase 23, de coloradismo. Que eu me lembre de entender bem o que estava em jogo, deve ser a partir de 93/94. Ou seja, eu vivi a fase nebulosa do Internacional dos anos 90 com a intensidade de uma criança que descobre o futebol.

 

Foram tempos difíceis. Para simplificar: Morando em uma cidade majoritariamente gremista, onde os colegas de escola eram 80% azuis, eu vi o rival ganhar tudo, e o Inter não ganhar nada. Dá para imaginar as flautas e opressão em uma criança de 10 anos que vê o rival do seu time ser campeão da América. Nunca me esquecerei do dia seguinte ao título de Jardel e Paulo Nunes. Meus colegas chegaram com os rostos pintados de azul preto e branco na escola. Comemoravam, riam e….tiravam sarro dos 4 ou 5 colorados em sala de aula. Mas o que mais me traumatizou foi a professora. A mulher decidiu escrever, a aula toda, com giz azul no quadro. Talvez eu devesse processa-la pelo trauma sem cura.

Cachaça nunca foi empecilho para Fabiano ser o homem GreNal

Cachaça nunca foi empecilho para Fabiano ser o homem GreNal

Foi em 1997 que o GreNal me foi um bálsamo para tantas feridas. Estádio olímpico, Fabiano – o eterno cachaça – Inter 5, Grêmio 2. Acabou. Sinceramente, nem mesmo a festa da Libertadores, ou a do Mundial quase 10 anos depois, foram capazes de ofuscar aquela alegria. Foi como um condenado posto em liberdade depois de anos de uma cela solitária. No dia seguinte, obriguei a professora, gremista por sinal, a escrever com giz vermelho. Era a minha desforra, e pouco importa que aquele giz era muito mais rosa do que vermelho.

 

Nada ofuscará os 5 a 2. Uhh Fabiano.


As grades de nossa liberdade

julho 17, 2009

Não são os consensos que formam os grandes pensamentos. Só há busca por respostas quando as já existentes não convencem mais. O contraponto sempre leva em duas direções opostas. A primeira delas é trilhada por quem formulou o primeiro conceito. Na busca por agregar argumentos à posição inicialmente adotada, o confrontado amplia sua busca pelo conhecimento, indo além do pensamento por ele já formado. Em contrapartida quem questiona o faz com argumentos, baseados em uma ampla reflexão. Igualmente seu pensamento deve ir além, trazendo um olhar diferenciado sobre o fenômeno em estudo.

Trazer um assunto para a reflexão é por si só um ganho. Na busca por entender os fenômenos da sociedade de hoje, apresentar contrapontos significa, discutir as nuances do pensamento de determinado autor. Os benefícios desse exercício são inúmeros, especialmente quando realizados por autores de reconhecida capacidade intelectual.  Todos os autores de alguma forma discutem as relações do indivíduo na sociedade. Para alguns, essas relações se dão no ciberespaço, para outros, no espaço “convencional”. De qualquer forma, a discussão gira em torno das ferramentas de interação e conduta do indivíduo na sociedade.

Mesmo que muitas vezes esse estudo não seja feito através do contraponto, as novas idéias ou os “passos seguintes” em determinado estudo sempre se dão através de um desejo de ir além, de buscar respostas mais completas. Para exemplificar essa forma de avaliar os estudos do cotidiano, basta ver os caminhos percorridos por Gilles Deleuze e Michel Foucault. Apesar de semelhantes, eles se completam. Muitas das analises feitas por Foucault são corroboradas por Deleuze. Mesmo assim, em nenhuma de suas reflexões Deleuze deixa de questionar ou ir além, de contribuir substancialmente

Deleuze e Focault e a sociedade do confinamento

As discussões a cerca das formas de confinamento impostas pela sociedade são muitas. Para a maioria dos indivíduos, confinamento remete diretamente a prisão, punição por um desvio na conduta considerada civilizada. Mesmo para esses, a noção de prisão é muito mais ampla. Mesmo sem se dar conta, o sujeito sente-se prisioneiro na família, no casamento. Sente-se prisioneiro da vida capilitsta: Comprar – parcelar – trabalhar – pagar.  Todos os conflitos existentes entre os indivíduos advém da necessidade de romper com essas prisões. A prisão do dinheiro, do casamento, das relações profissionais.

O mais interessante dessa busca por romper com esses vínculos é que quando o indivíduo consegue se livrar de alguns deles, ele imediatamente procura outra forma de prisão. A história do pai de família que abandona o lar é sintomática: O sujeito enfadado da rotina familiar decide ir embora. Larga tudo e se muda para o país vizinho, inclusive com outro nome. Após muita procura, a família descobre seu paradeiro. O homem havia constituído uma nova família, e vivia exatamente da mesma forma que antes. Os mesmos controles, as mesmas prisões, a mesma rotina. Condicionado por uma vida de padrões estabelecidos, o indivíduo se sente seguro  atrás das grades. A rotina, considerada por muitos motivos de infelicidade, é uma busca constante.

Ainda assim muitos lutam contra suas prisões. Deleuze explica que a família é um “interior “, em crise como qualquer outro interior, escolar, profissional, etc. Para ele, a constante busca de fuga dessa sociedade de controle gera essa crise. Mesmo assim Deleuze não tem nenhuma ilusão quanto ao futuro. Ele explica que as formas de controle serão, simplesmente, substituídas.

Foucault analisa com muita propriedade as prisões do século XVII e XVIII. Nessa época aconteceu algo exemplar. A sociedade vivia a prisão do feudalismo, do domínio da igreja. Quando irrompeu contra esse domínio e se viu liberta, a sociedade não sabia o que fazer com a liberdade. A solução mais simples foi conseguir grades novas. O dinheiro passou a ser o novo delimitador das relações sociais. A busca desenfreada por riqueza se transformou em uma requintada prisão: A prisão com “cara” de liberdade.

Nada mais humano do que enganar-se. O homem tem o hábito de mentir para si mesmo. Com as prisões, não é diferente. Tudo que aparente liberdade, mas o mantenha prisioneiro, é válido. A segurança gerada pelas grades é indelével da memória humana. Algo que vem desde a placenta e se estende por toda vida. Todas essas prisões são controladas. A antiga sociedade da disciplina, da chibata nos escravos, foi substituída por uma “sociedade do controle”, nas palavras de Deleuze, muito mais sutil por sinal.

Autores que se complementam

Se Deleuze entendesse as palavras de Foucault como verdade absoluta e imutável essa noção de sociedade do controle nunca se solidificaria. Ela ficaria parada no tempo e no espaço. Com as novas tecnologias, Deleuze ampliou os espaços de dominação, e trouxe o pensamento de Foucault para o tempo atual. Isso só aconteceu pelo sentimento de que nenhuma análise ou reposta é definitiva. Assim como as prisões, o pensamento muda sua face rapidamente. Na realidade, pensando bem, talvez o pensamento seja a maior de nossas prisões. De tanto pensar, construímos as grades da nossa liberdade. Ou não?


Quando o interesse do público vence o interesse público

julho 14, 2008

Um dos critérios básicos de noticiabilidade no jornalismo é o do interesse público. É notícia o que é de interesse público. O problema maior é quando o jornalista confunde o interesse público com o simples interesse do público. Existem diversos fatos que chegam ao conhecimento dos jornalistas que podem ser interessantes ao público, sob o ponto de vista da curiosidade em torno de algo relacionado a uma pessoa pública. Porém, nem sempre o fato em si é de interesse público. Muitas vezes ele diz respeito a vida privada de um cidadão e em nada agrega à sociedade.

 Caso exemplar dessa diferença aconteceu aqui mesmo no Rio Grande do Sul. No blog da rádio gaúcha, pertencente ao grupo RBS, na tarde de quinta-feira dia 10 de julho foi postado um texto com o seguinte título: Gravações registram até diálogos com amantes. O texto que se segue, contém transcrições de escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal durante as investigações da operação Rodin. A operação Rodin investigou uma fraude de mais de R$ 40 milhões do detran gaúcho.

http://www.clicrbs.com.br/gaucha/jsp/default.jsp?source=DYNAMIC,blog.BlogDataServer,getBlog&uf=1&local=1&template=2701.dwt&section=Blog&blog=27&tipo=1&tp=&coldir=1&pg=2

 Expor o conteúdo das gravações é algo de interesse da sociedade, desde que essas gravações ajudem a entender o caso e contribuam para descobrir os culpados e onde está o dinheiro desviado. Não é o caso da notícia da rádio gaúcha. No texto, está um diálogo entre um dos envolvidos, que não tem o nome citado, e duas de suas amantes. A transcrição, expõe somente a vida íntima do investigado e não contribui em nada à sociedade.

 Pode ser engraçado, o público pode achar interessante, mas noticias como essa (se é que podemos chamar de notícia), não são de interesse público, apenas de interesse do público. O jornalista Luiz Antônio Magalhães no site do Observatório da Imprensa no texto “o drama de Casagrande e a imprensa marrom” de 01/04/2008 traz um importante paralelo entre o interesse público e o interesse do público. No texto, o autor cita o exemplo do caso entre Renan Calheiros e Mônica Veloso. Enquanto os dois eram amantes nenhum jornal noticiou o affair, por mais que isso fosse interessante para o público. O caso só virou notícia quando vieram a tona suspeitas de que Renan pagava as contas da amante e a pensão da filha com dinheiro de lobistas.

 http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=479JDB004

 Uma coisa tem que ficar clara. Desvio de verbas públicas é crime, e um crime contra todos nós contribuintes. Toda e qualquer gravação que seja importante no contexto de apurar os envolvidos e o destino do dinheiro deve ser divulgada. Porém, gravações da vida privada dos investigados não dizem respeito ao público. Podem ser interessantes e o público pode gostar de tais notícias, porém elas em nada agregam a sociedade e são uma agressão a ética profissional. Errou a rádio gaúcha por meio de seu blog, e o erro da rádio gaúcha logo foi repetido pela chamada blogsfera.

 


Rio Grande em chamas

junho 5, 2008

Melhor diálogo de todos os tempos.

Flavio Vaz Netto: Eu estou indo para Esteio, e o Dr. Pratini deve estar com a governadora [do RS, Yeda Crusius].

Antônio Dorneu Maciel: Se tu puderes, pergunta para ela se a orientação é a do Delson [Martini, hoje secretário Geral de Governo]. Se tu tiver chance, depende do ambiente. Tu tem que ter jeito. Isso não é assunto para atropelar.

Flavio Vaz Netto: O cara nega essa incidência dele?

Antônio Dorneu Maciel: Ele disse que vai falar com ela. Ela vai dizer para ele. Mas ele já está aceitando, porque diz que ela é sem-vergonha mesmo. Ela faz assim, logra as pessoas, joga um contra os outros: ‘tá vendo? tá vendo?’”

Flavio Vaz Netto: É aquela história: se é guerra, é guerra, daí eu tenho que me preparar.

Antônio Dorneu Maciel: Eu disse pra ele que quem vai definir é ela. Mas é isso aí. Se tu tiveres chance boa [pergunta]: ‘Governadora, está dando um pequeno impasse lá. Sigo orientação do Delson?’


Questão de estilo

abril 30, 2008

deputado Mano Changes

A foto é do deputado Mano Changes. Em plena sessão plenária na Assembléia Legislativa, o músico vestiu um de seus já tradicionais looks. Casaco, camisão por fora das calças, calça jeans, tênis All Star, enorme boné e para completar a barriguinha de cerveja.

Detalhe: É proibido usar boné no plenário, ele o levou só para garantir o estilo!!!


Para que servem as CPIs

abril 29, 2008
Você é policial? então é investigar particular? Ao menos advogado criminal? Se você não é profissional de nenhuma dessas áreas não tem competencia para investigar crimes certo? Errado. Pelo menos é o que pensam os políticos brasileiros. A cada nova denuncia, ou investigação feita pela policia federal que envolva recursos públicos, o Poder Legislativo toma para si a responsabilidade de investigar as acusações. O instrumento utilizado é instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).

Acompanhando de perto o desenrolar da CPI do Detran na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul nota-se o evidente despreparo dos deputados para interrogar os indiciados. Pior, todos os chamados já prestaram depoimentos para a polícia e as perguntas formuladas são as mesmas. De que adianta perguntar o que já se sabe a resposta, apenas para preencer tempo?

A justiça, por sua vez, não contribui em nada com os membros da CPI. Todos os indiciados chegam ao 3° andar do palácio farroupilha para depor amparados por uma liminar que os reserva o direito de não responder questões que os possa incriminar. É dificil entender porque interrogar alguém que pode simplesmente ficar calado. Essa situação tem produzido um espetáculo de comédia pastelão. Os indiciados falam o que quer, debocham e menosprezam os deputados.

Exemplo da imperiosa demência que a assola a CPI, foi o “depoimento” de Ferdinando Fernandes, sócio da Pensant. A todas as perguntas o depoente em tom de voz sarcástico respondia: Excelêntissimo senhor deputado Fulano de Tal a resposta a todos os questionamentos serão dados ao Poder Judiciário. Mesmo assim, o deputado Adilson Troca (PSDB) fez 55 perguntas ao advogado.

A questão é que deputados não são investigadores. A maioria não tem o mínimo preparo para interrogar ou investigar o que quer que seja. Assim as CPIs se tornam apenas um joguete político. A oposição joga para chegar no governo e desestabiliza-lo. Os governistas, fazem de tudo para livrar pessoas ligadas ao governo. Nesse joguinho político, o que realmente interessa não vem a luz. Quem são os culpados? Onde foi parar o dinheiro público (nesse caso R$ 44 milhões)? O final da CPI todos já conhecem. Diversas implicações políticas, mas nenhuma conclusão concreta de onde foi para o nosso dinheiro.

 


Melhor foto!!!

abril 29, 2008

Pensadores


16 anos, 12 mortes e muitas manchetes

abril 28, 2008

 Um adolescente de 16 anos confessa ser o autor de 12 assassinatos. Sem dúvida, esse é um fato que não acontece todos os dias. Com certeza é também um fato de relevância, em tempo em que se discute a redução da maioridade penal. Isso aconteceu na cidade de Novo Hamburgo, região metropolitana de Porto Alegre. Novo Hamburgo raramente é pauta de jornais da capital. Muito menos ainda aparece na mídia nacional. Porém, após a detenção do adolescente, a imprensa de todo o Brasil correu como louca para a cidade.A história virou manchete nos meio de comunicação do estado. O jornal Diário Gaúcho, tradicional pelo seu sensacionalismo, deu a seguinte manchete: “Guri com alma de diabo”. O Fantástico do último domingo (30/03) fez matéria e veículos internacionais têm procurado a mídia local para mais informações.

A edição online de Zero Hora traz a noticia: “Adolescente suspeito de ter matado 12 pessoas ‘acha que ficou famoso’, diz promotor”. Na matéria o promotor parece discordar da visão do jovem. Porém, foi exatamente isso que aconteceu. O garoto é visto como uma criança sem noção de seus atos, uma vítima do sistema corrompido que o fez abandonar a escola na quarta série do ensino fundamental.

Notícia e espetáculo

Mas a discussão aqui proposta não está na responsabilidade do garoto, seus familiares ou do poder público. Está na espetacularização de um fato. No agendamento dos meios de comunicação de todo o Brasil. Não são poucos os veículos que trazem psicólogos e especialistas para falar sobre o assunto. O garoto, e com toda a razão, se considera uma celebridade.

Depois de tantas entrevistas, ele não pensa nas pessoas que matou. Tampouco se preocupa com os míseros três anos que ficará recluso. Ele está ciente de sua situação e do poder que adquiriu sobre os meios de comunicação. Fala o que quer, quando quer. Nas entrevistas, coloca-se como um justiceiro que matava, não apenas por vingança, mas por justiça, contra aqueles que fizeram mal a ele ou algum de seus parentes.

Sua única preocupação – e ele expressou isso para o delegado que investiga o caso – é de que os jornais não publiquem nada de errado. É tênue a linha que separa a notícia do espetáculo. É tênue, mas existe. É necessário, por parte dos meios de comunicação, todo o cuidado para não transformar um assassino em uma celebridade. Do jeito que as coisas andam, o jovem assassino terá que contratar um bom assessor de imprensa, e não um advogado.

Artigo publicado no Observatório da Imprensa: http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=480FDS003#


Entre a noticia e a emoção uma análise midiática

abril 28, 2008

Uma menina de 5 anos de classe média alta morre ao cair do 6° andar do prédio onde passava o fim de semana com o pai. A constatação de assassinato é imediata. Os principais suspeitos da morte são o pai e a madastra. Esta narrativa podia ser uma história de ficção, mas não é. Trata-se de um caso real, a morte de Isabella Nardoni.

 Após noticiar o fato, a mídia tornou-se um agente ativo em tudo que envolve o caso. Sem perceber, as pessoas elegeram a imprensa seu porta-voz, um mediador entre os investigadores, os familiares, e a população. Apesar da cautela inicial, aos poucos os personagens da trama foram tendo definidos seus papeis.

 O que mais chama a atenção sobre a cobertura da mídia é o tamanho do espaço dedicado ao assunto. Analisando os principais telejornais do país pode-se notar as proporções que a história tomou. Para se ter uma idéia do espaço destinado ao caso basta analisar o Fantástico do dia 06/03. Ao todo a morte de Isabella ocupou aproximadamente 18 minutos do programa. A epidemia de dengue por exemplo não ocupou nem 1/3 desse espaço.

 Os critérios adotados para escolha do que será noticiado também mudaram ao longo do caso. Se no inicio apenas os fatos mais relevantes era noticiados, aos poucos essa situação foi mudando. Consciente da repercussão do caso e da comoção nacional que a história gerou, os principais veículos de informação optaram pela emoção em detrimento da razão. Há muito que os fatos noticiados não são escolhidos pela sua relevância social, ou pelo que contribuem como informação, o que é noticia é escolhido pelo conteúdo emocional envolvido.

 Apesar da cautela por parte da mídia em não apontar diretamente culpados, a exposição e todos os elementos quase teatrais que envolvem o caso fizeram com que os culpados tenham sido escolhidos. O cidadão de um modo geral criou uma necessidade afoita de escolher os seus culpados e fazer justiça. Com paus e pedras Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá eram aguardados na saída das delegacias onde estiveram presos. Esse é o veredicto final, culpados ou não, para a opinião pública não há mais julgamentos a serem feitos, a sentença está dada.

 


Overdose de Corinthians

dezembro 5, 2007

Depois não sabem porque tantas torcidas se uniram contra o corinthians!

Desde que me entendo por gente e vejo futebol na TV passava as quartas e os domingos vendo jogo do corinthians e ouvindo os jogos do Inter pelo radinho. No dia seguinte às rodadas, ligava a TV pra assistir os gols e comentários da rodada e….só corinthians.

Alguns não entendem mas estamos todos fartos de saber do corinthians de saber o que os mano da fiel estão reinvidicando. A Sport TV teve a cara de pau de transmitir um treino do coringa antes do jogo contra o Grêmio! E o pior era um treino só de movimentação após a viajem…

Após a queda dos paulistas pensei: “Pois bem, agora vão dar um tempo pra cabeça, vamos ficar um tempo sem ouvir falar deles, vão ter que colocar outros jogos, falar de outros clubes”

Que nada! na última semana só se fala no corinthians a BAND fez um especial “curinthia” no domingo depois do jogo e o presidente analfabeto do clube  dá uma entrevista a cada meia hora, só fala bobagem, e mesmo assim, dá-lhe repercussão!

Nunca o português foi tão maltratado quanto nas últimas semanas, acho que antes de presidir um clube de massas como o corinthians o cidadão primeiro devia ter umas aulas. Nada contra os corinthianos. Respeito o clube sua torcida e sua história. Mas esse puxa-saquismo da mídia em busca de pontos no ibope me embrulha o estômago. Com tanta visibilidade fica facil ser uma das maiores torcidas do Brasil!

Por essas e outras que já desejo a terceira divisão para o corinthians. Imagina se ganha a série b ano que vem? Não haverá saco pra aguentar tanta melação!